Projeto da AAF voltado a diabéticos completa um ano

Doença silenciosa e muito comum, o diabetes mata mais que câncer e aids juntos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a incidência quadruplicou nas últimas três décadas, passando de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014. No Brasil, mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem com o problema que mata 72 mil pessoas por ano no país.

Especialistas atribuem boa parte do crescimento do número de pacientes diabéticos especialmente a fatores como o estresse e a obesidade. Pensando nisso, há cerca de um ano a Associação Atlética Ferroviária (AAF) de Botucatu lançou o projeto intitulado Diabetes, Exercícios e Alimentação (DEA).

A ação foi fruto da iniciativa de um grupo de profissionais de Educação Física do clube, composto pelos professores Andréia Maringolli, Hamilton Guimarães e Paulo César Rodrigues, e coordenado pelo assessor da academia e parque aquático da AAF, Eduardo Bento Rodrigues. O DEA consiste em um protocolo de atendimento voltado a esse público que inclui monitoração da glicemia, frequência cardíaca e pressão arterial, além de metodologia específica de treinamento montada de acordo com literatura destinada aos diabéticos.

O projeto tem gerado bons resultados. Prova disso, é a evolução comprovada da sócia do clube, Ana Raimundo Branco, de 54 anos. A autônoma que é diabética frequenta as aulas na AAF desde o início do DEA e já conseguiu reduzir consideravelmente a quantidade da medicação que tomava.

“Antes de participar do projeto, eu tomava quatro medicações por dia, hoje utilizo apenas uma. Atrelado a um acompanhamento nutricional, consegui perder peso, tenho mais ânimo para as minhas atividades e tive uma grande melhora da qualidade de vida”, relata Ana.

O professor Paulo César explica que apesar da alimentação também ser uma das vertentes do projeto, o participante não tem orientação nutricional no clube. “Para um trabalho integrado, sugerimos aos alunos procurarem um nutricionista de sua preferência para fazermos uma ação multidisciplinar, que inclui profissionais de Educação Física, médicos e nutricionista”, relata.

Ao avaliar a execução do projeto ao longo de um ano, foram observados resultados positivos com os alunos, entre eles: o controle da glicemia próximo aos valores normais e evolução geral do quadro clínico. “A aluna Ana Branco confiou no nosso trabalho, seguiu as orientações e hoje ela colhe os frutos. Antes, ela apresentava um quadro clínico delicado de sedentarismo e tomava medicações de ação rápida para controle do Diabetes tipo 2. O colesterol também era controlado com remédios e tinha o agravante de restrições osteoarticulares devido a acidentes anteriores”, argumenta.

O treinamento da aluna começou com intensidade leve, respeitando sua condição física, mas com esforço e dedicação dentro e fora do clube, Ana obteve uma excelente progressão em sua aptidão física. “Após um bom fortalecimento muscular, hoje a Ana participa com disposição das atividades de ginástica na academia, dentre elas zumba, jump e spinning”, completa.

A aluna reitera que mudou seu estilo de vida  e recomenda a todos que procurem ajuda. “Hoje sou outra pessoa, perdi mais de 10 kg, melhorei minha autoestima, estou com o diabetes controlado e recomendo a todos que façam exercícios com a orientação de profissionais qualificados. Fica aqui meu agradecimento a toda equipe da Ferroviária que estão comigo diariamente me incentivando a ser cada vez melhor”, conclui.

Serviço – Para obter mais informações sobre o DEA, converse com os professores da academia ou entre em contato pelo telefone (14) 3815-3072.